29.1.10
25.1.10
Vale a pena ler de novo!
como primeiro novo texto velho vai o:
"O Porque do Futebol"
Primeiramente temos que partir do pressuposto de que homens e mulheres são diferentes. Pode acreditar! Não só fisicamente! Eles têm interesses diferentes e peculiaridades também.
As mulheres gostam do drama, são românticas e eternas apaixonadas, sempre em busca do par ideal (as que ainda não acharam, claro!) e usam a ficção como um espelho. Por isso produtos de beleza sempre têm mulheres lindas em suas propagandas. Elas querem ser essas mulheres. Que mulher não gostaria de ouvir um "que cabelo lindo!" do Richard Gere? Por isso a grande maioria AMA novelas, adora as tramas que se desenrolam entre os personagens e torcem, choram e vibram para que no final o mocinho viva feliz para sempre com a mocinha.
Já os homens, não... homens gostam de guerra!
Desde criança, eles correm, batem, brigam para ver quem é o mais forte. Todos extravasam o sentimento nessas oportunidades, nessas guerras.
Outra coisa de que todo mundo gosta é o reconhecimento, e é esse ponto em comum entre homens e mulheres que vou utilizar para explicar melhor o futebol.
Em todas as guerras, o soldado raso, o peão, o mais baixo cargo na hierarquia militar é o responsável para definir a vitória ou a derrota. É ele que põe a mão na massa, ele que encara de frente os adversários, ele em que seu país, sua nação tem que confiar. Porém, ele nunca tem seu reconhecimento. Após o término das guerras os que são lembrados são os generais, os que comandam a guerra no papel. Esses sim têm o grande reconhecimento.
Como Napoleão, o único nome imortal de sua tropa. Todos os soldados que se doaram, que deram a vida literalmente para conseguir conquistar o que ele queria, nem sequer são lembrados.
Na guerra do futebol o soldado raso é o general, ele é o imortal. No futebol, quando comparado por nível de importância, o presidente do time perde para o atacante. É a única guerra que premia o cargo baixo. É a única guerra que dá o verdadeiro reconhecimento ao seu mais importante instrumento: o jogador. Afinal, é ele quem define a partida, é ele o nome da guerra, ele é o imortal.
Por isso nós, homens, gostamos tanto de futebol, pois, para nós, é a única guerra justa. E, de quebra, podemos extravasar os sentimentos junto com os que estão em campo. É a guerra da qual qualquer soldado pode participar e ser reconhecido, não importando altura, idade, cor ou credo.
Conseguimos nosso reconhecimento através do futebol. Por isso o fascínio masculino para com o esporte bretão. Nele reunimos tudo o que gostamos. Briga, raça, determinação, empenho, força, tática e reconhecimento. Com o futebol temos nossa guerra, nossa válvula de escape.
Todos nós gostamos de vencer as nossas guerras.
Portanto, mulheres, não liguem para seus cônjuges na hora do jogo!
11.11.09
Diferenças
Os homens são sim de Marte e as mulheres de Vênus. E para ajudar existe a máxima popular de que "os opostos se atraem".
É plausível a ideia de que homens e mulheres só consigam ficarem juntos, justamente por serem diferentes. É essa diferença que os fazem querer ficar perto um do outro, que faz com que ambos tenham vontade, quando não necessidade de se unirem a fim de compartilhar as diferenças.
Com diferenças se aprende muito, mas apenas se você conseguir conviver com elas. E dessa maneira surge uma divergência. Como lidar com essas diferenças?
Para lidar da melhor maneira possível é necessário espaço para ambas as partes, porém nem sempre esse espaço é respeitado, o que sempre acaba em discussão.
Mesmo querendo aprender e conviver com as diferenças, você sempre está sujeito a brigas e discussões.
É inevitável...
É inevitável?
Pois é, para deleite de todos descobri que elas não são inevitáveis. Descobri que é sim possível evitar discussões e brigas.
E podem acreditar, está tudo relacionado com as diferenças que anteriormente eu pregava.
Ficou curioso? Calma, fica tranquilo que já vou explicar tudo, prometo que explico logo após esse parágrafo que decidi não apagar afim de "encher linguiça".
Enfim...
O segredo está em não haver diferenças!
Pois é nem eu acreditava que isso era possível, mas é!
Encontre alguém que seja igual a você. Mas não pode ser parecido, tem que ser exatamente igual. Só assim funciona. Só assim serve como exceção à regra de que "os opostos se atraem".
Sou experiência viva de que funciona. E funciona muito bem, afinal, sempre que você pensa em fazer alguma coisa, você é surpreendido com um convite para fazer exatamente a tal coisa que você tinha pensado. Sendo extremamente igual você anula as discussões, é só você falar o que você pensa que mais uma vez você será surpreendido (como diria o velho Lobo) com um "é exatamente o que eu penso" e fim de papo. E com o "fim de papo" logo se parte para as coisas boas.
Podem acreditar. Eu repito, sou a prova viva de que isso funciona! Eu e minha namorada (é claro!).
Apesar de que ela é palmeirense...
É infelizmente agora terei que recorrer à outra máxima popular que diz que "ninguém é perfeito".
Mas como diria Telê Santana, o mestre: "É impossível atingir a perfeição, mas é possível aproximar-se dela".
E confesso a vocês, estou(amos) bem próximo!
27.8.09
Tempo X Tamanho 2, agora no mundo virtual!
Há certo tempo venho questionando o tempo!
Ele, o senhor do engenho, o capitão do navio, o chefe da empresa e o ditador do espetáculo. Em 2007 mesmo já fiz uma relação entre o tamanho e o tempo, (que você pode conferir, ou “re-confirir” clicando aqui!) na qual conluía que quanto maior se é, mais tempo se tem.
Recentemente venho questionando também o nosso mundo virtual (bla bla blá clicaqui!). E surgiu a luz de relacionar nosso tempo com nosso tamanho, dentro do nosso mundo virtual. Parece complexo mas você perceberá que é simples, ou não!
Enfim.
Com a popularização do twitter, surgiram um mundo de definições, brigas, frivolidades e muitas utilidades em apenas 140 caracteres. Uma frase, dita pelo escritor José Saramago vem martelando na minha cabeça (que já não é pequena, logo imaginem tamanha a ressonância em seu interior).
“Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”
Faz sentido. Apesar de no início não concordar, tive que dar o braço a torcer.
Com a internet, melhoramos nossa relação com o tempo, otimizamos nossa comunicação, temos mais acesso à informação e assim temos mais possibilidades de nos tornarmos uma pessoa maior, com mais conteúdo e menos ignorante. Porém, como tudo tende a permanecer no estado de menor energia, mesmo com toda essa disponibilidade, sempre preferimos o fútil e o superficial como entretenimento. Com o aparecimento dos blogs, tivemos uma redução no conteúdo. As crônicas que compartilho aqui são muito sucintas em relação a um artigo, e uma abreviação em mil por cento de um livro. E mesmo sendo prejudicial para a escrita seguir nesta linha, criaram-se os mircoblogs. Agora nem mais a crônica tem espaço, e nem tempo. E assim seguimos na tendência do “monossilabismo”.
Resumindo, com o passar do tempo, tivemos cada vez mais acesso a informação, mas com o mesmo passar do tempo, temos menos tempo graças a essa quantidade de informações. Calma, você vai entender!
Com menos tempo, e mais informações, reduzimos as informações a fim de encaixá-las nesse escasso tempo. Com essa redução absorvemos mais informações, porém as captamos com menos atenção. É a velha história do “quanto mais queijo, menos queijo”. Chegando assim na involução descrita por Saramago.
Mas essa involução prevista cai por terra quando se leva em consideração que são as ideias mais simples, as mais inteligentes. Por este lado, os blogs e microblogs tendem a premiar a simplicidade, deixando para os mais adaptados a capacidade de ser sucinto e inteligente.
O twitter premia isso. Ele é sim muito usado a favor da futilidade, afinal assim como todos os outros meios de comunicação, ele não está imune ao “lado negro da força”. Mas possui sim seus jedi, que com a genialidade de ser prático, colhem cada vez mais seguidores ( vide @marcelotas ou @millorfernandes dentre outros muitos). Estes provam que é possível sim ser inteligente, sendo simples e com poucas palavras.
A novidade agora é ser sucinto e prático, e tudo isso para chegar na mesma conclusão que cheguei em 2007. Que “o tempo, além de relativo, é proporcional ao tamanho!”.
Logo, sejamos grandes e vamos começar a procurar um melhor conteúdo nesse nosso mundão virtual sem porteira que é a internet...
28.7.09
Inscrição CQC
17.7.09
O Mundo Virtual
É muito interessante como todo mundo se apegou ao mundo virtual. Hoje em dia ficar alguns minutos sem acesso à web é como ter a água ou luz de sua casa cortada por falta de pagamento.Já está no cotidiano, quando uma criança começa a atingir certa idade, obrigatoriamente ela tem que estar por dentro desse mundo. Consigo até imaginar o assunto nas reuniões de mães peruas em colégios da high society: "Mas a sua filha ainda nem tem orkut? Pasmem! A minha tem Facebook, twitter e até myspace".O próprio cotidiano já está entregue à essa nova era. Tá em dúvida? Pergunte ao google!
Nessa briga de territórios, a vida real vem gradativamente perdendo espaço para a virtual. Em bares, amigos não discutem mais futebol, e sim quantos pontos fizeram no cartola. Crianças se reúnem via msn, adolescentes expõe suas vidas nos blogs e fotologs, adultos encontram parceiros em salas de bate papo.
Tudo mudou.
A propaganda, que um dia foi reclame agora é poup-up.
A biblioteca coitada, perdeu para o google. Afinal, quem ainda teima em pesquisar na barsa?
O arquivo virou hard-disk. Lista telefônica? Agora tá na rede. Até a graduação agora é on-line!
Aonde vamos parar? Bom, se nem o google sabe, quem sou eu para saber.
Fato é que essa imensidão chamada mundo virtual cresce sem escrúpulos e sem piedade. É uma tecnologia que vai além. Dentro da história, sempre os vencedores foram aqueles que possuíam domínio sobre a tecnologia na qual diminuía as distâncias. Primeiro foram os caminhos por terra, onde os romanos que criavam estradas se destacavam e aumentavam seu império. Depois foram os mares, onde quem dominasse as técnicas de navegação gerariam mais riquezas. Em um passado recente foi o espaço, no qual durante a guerra fria, o lado capitalismo americano batalhava com o socialismo soviético através, dentre uma das disputas, da corrida espacial. Hoje estamos na era virtual, onde a comunicação não tem limites nem fronteiras. Comunicação que gera informação. E essa mesma comunicação acabou gerando uma “incomunicação”. E dentro desse paradoxo percebe-se que pela primeira vez, quem possivelmente tem o domínio da tecnologia de “diminuir distâncias”, não necessariamente, se torna o vencedor. Uma vez que essa mesma arma mune ambos os lados. Afinal todas as distâncias foram diminuídas e todas as fronteiras acabaram. Chegamos ao limite. E esse mesmo limite acaba não limitando, graças ao paradoxo já citado nesse texto. A certeza é que quanto mais paradoxal, mais atrativo. Por isso o mundo virtual teima em crescer, mesmo ninguém sabendo como, nem porque e nem para onde. Esse paradoxo! Não basta influenciar nossa vida no real, agora dominou o virtual. Ou foi o virtual que “ganhou” o paradoxo?
Seja qual for, não temos para onde fugir!
